






















Uma reserva que é do tamanho da Bélgica. Esse é o Parque Nacional Kruger, que só na África do Sul ocupa uma área de dois milhões de hectares e se estende por Moçambique e Zimbabwe. O local é ideal para quem quer ver a vida selvagem ao ar livre. Um destino exótico e surpreendente. A infraestrutura da reserva impressionante. Existe uma espécie de lojinha de conveniência dentro do parque, o Skukuza, onde podemos fazer uma parada para fazer um lanche antes de seguir em frente no passeio. No mesmo local tem também podemos comprar lembrancinhas em uma loja que disponibiliza uma grande quantidade e variedade de produtos com a marca do parque. Para os mais aventureiros é possível passar a noite em chalés que existem no local. O valor da entrada para cada turista é de cento e sessenta Rands, cerca de quarenta reais. Os sul-africanos pagam apenas quarenta Rands, dez reais. O Parque Nacional Kruger é uma das mais antigas reservas naturais do mundo e a mais importante reserva de todo o continente africano. Aqui estão abrigadas em um só local a mais significativa área de conservação da fauna da África do Sul. O parque é considerado o melhor local para a realização de safáris de observação da vida dos animais selvagens. O Kruger é conhecido como “território dos Big Five”, como são chamados os cinco mamíferos de grande porte: leão, búfalo, elefante, leopardo e rinoceronte. Na África do Sul a imagem desses animais é estampada nas cédulas e nas moedas de Rands, o dinheiro local. Em uma visita rápida não é possível conhecer tudo. As trilhas dentro do parque são enormes e a observação, claro, só se pode ser feita dentro do carro. Em vários momentos a proximidade dos animais chega a impressionar. Com um pouco de sorte é possível chegar a poucos metros de zebras, elefantes, girafas, gnus, nyalas e rinocerontes. Alguns animais como a cheetah, leões, hyenas e hipopótamos só mesmo com muito tempo e seguindo o mapa que é disponibilizado na entrada do parque. O parque Nacional Kruger fica cerca de quatrocentos quilômetros de distância de Johanesburgo, quatro horas e meia de carro, as estradas são bem conservadas mas nem todo o percurso é duplicado.






Em alguns países da ásia, existe a crença em que chifres de rinocerontes tem o poder de cura. Curandeiros dizem que esses chifres combatem centenas de doenças e isso fez com que um mercado clandestino começasse na década de mil novecentos e setenta. As caçadas começaram em todo o continente africano e hoje países como o Zaire tiveram quase que cem por cento de todos os seus animais abatidos. Um rinoceronte adulto chega a pesar duas toneladas e meia. Os filhotes de rinocerontes são extremamente dependentes dos pais e a cada morte de um adulto também pode ser o seu fim. Segundo pesquisas, há vinte anos existiam no continente africano entre sessenta e setenta mil animais. Hoje são apenas cerca de três mil. Recentemente fomos a uma reserva chamada Rhino & Lion, que fica à cinquenta quilômetros de Johanesburgo, onde proprietário o sul-africano Ed Hern, disse que os caçadores sãos experientes e dispõem de equipamentos modernos. Durante o dia eles sobrevoam parques nacionais e reservas privadas de helicóptero. À noite, munidos de binóculos e espingardas com miras de visão noturna dão início à execução que é sempre de forma cruel. Os animais são atingidos por dardos paralisantes e mesmo vivos tem seus chifres arrancados e morrem com a perda de sangue. Nesta reserva existe uma área conhecida como berçário, onde os bebês rinoceronte são alimentados com leite de cabra, dez litros por dia. Com nove meses pesam cerca de quatrocentos e cinquenta quilos. O som emitido pelos bebês no momento da amamentação é impressionante. Parece que são crianças chorando por causa da mamadeira. Só mesmo quem está perto para ver o quanto são frágeis, apesar do seu tamanho assustador.